Curso Music of The Beatles - Como foi

Seguindo a série de artigos sobre cursos musicais do site Coursera, é a vez de falar como foi o curso “The Music of The Beatles”. Com certeza um curso sobre a maior banda de todos os tempos é obrigatório para qualquer amante de rock n’ roll! Você é “metaleiro true” e odeia os Beatles? Antes de fechar a janela, leia este meu pequeno resumo para saber porquê você deve fazer este curso :)

O professor deste curso é o excelente John Covach, mesmo professor dos cursos de História do Rock (o qual já falei a respeito). E, por isso mesmo, o curso segue o mesmo formato e ritmo, com muita informação e muitas músicas para ouvir. Mas lembre-se que é um curso sobre a música dos Beatles e não sobre sua história. Então, não será aqui que você vai descobrir se a Yoko foi a culpada da dissolução da banda!

Na primeira semana vemos o início da carreira da banda desde quando eram apenas uma banda cover tocando em pubs em Liverpool e em Hamburgo. Nesta época eles tinham uma rotina muito cansativa e eram famosos por fazerem versões covers com bastante perfeição. Não demorou para que conseguissem assinar com uma gravadora e começar a emplacar diversos hit singles, conseguindo grande sucesso no Reino Unido! Nesta semana vimos músicas dos ábuns “Please Please Me”, “With the Beatles” e os singles do período, uma época em que o som da banda era basicamente uma repetição do que fazia sucesso na época.

Na segunda semana vemos as músicas e singles da época dos álbuns “A Hard Day’s Night” e “Beatles For Sale”, quando os Beatles param os Estados Unidos e alcançam sucesso mundial iniciando a “Invasão Britânica”. É no álbum “A Hard Day’s Night” em que a banda alcança sua melhor forma no estilo “artesão” de fazer música1. O “Beatles For Sale” já é um álbum de transição e já estão buscando novas influências e novos caminhos.

A terceira semana é a vez das músicas e singles da época dos álbuns “Help!” e “Rubber Soul”, quando adotaram de vez o estilo “artista” de fazer música, experimentando com novas técnicas de gravação e inovando em diversas áreas. Além disso, por influência de Bob Dylan, suas letras começam a tratar de temas mais sérios e relevantes e também procuram trazer maior autenticidade para seu som.

A quarta semana foi uma das minhas preferidas, pois foi quando estudamos a época da psicodelia! Os trabalhos deste período foram os álbuns “Revolver”, “Sgt. Pepper” e “Magical Mystery Tour”, além dos singles “Penny Lane” e “Strawberry Fields”. Naquele momento a banda fez grandes experimentações sonoras e também “alucinógenas”, pois o uso de drogas era constante na tentativa de libertar a mente das correntes impostas pela sociedade.

Na quinta semana estudamos o importantíssimo “White Album”. Neste álbum os Beatles começam a voltar às origens, fazendo um bom equilíbrio com as experimentações dos últimos trabalhos. No entanto, este registro também é marcado por ser um trabalho menos coletivo, sendo mais um conjunto dos esforços individuais de cada integrante, indício do ínicio das diferenças criativas entre eles. Por este motivo, as músicas são apresentadas no curso agrupadas por compositores onparade compreendemos qual caminho cada um estava seguindo.

Na última semana estudamos os últimos trabalhos da banda com o projeto “Get Back”, que se transformou no álbum “Let it Be”, e o álbum “Abbey Road”. Este momento é marcado pela volta da banda à simplicidade sonora do início da carreira e pelas brigas. No projeto “Get Back” iria ser feito um documentário sobre a gravação de um álbum dos Beatles, mas as constantes brigas fizeram com que ele fosse abandonado. E mesmo o “Abbey Road” começa com polêmicas entre o Paul e o John, cada um querendo um conceito diferente para o álbum. Após seu lançamento, Paul anunciou sua saída da banda, mas eles ainda lançariam o álbum “Let it Be”, contendo gravações do projeto “Get Back” e alguns trabalhos posteriores ao “Abbey Road”.

Se você gostou da proposta do curso, fique ligado que frequentemente são abertas novas turmas e já existe um curso similar sobre os Rolling Stones! Lembrando que todos os cursos do Coursera são gratuitos e ministrados por grandes universidades do mundo todo.

  1. Esta metáfora utilizada durante todo o curso em que o estilo “artesão” significa repertir a mesma fórmula bem sucedida diversas vezes, ao contrário do estilo “artista” que sempre busca criar algo de novo.